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A "verdadeira história" e a lacração da extrema direita

 Ultimamente a extrema direita percebeu um fato importante, não há comprovação factual ou registros daquilo que eles propagandeiam pela internet aos altos brados, como se se tratassem de verdades reveladas e que de tão preciosas foram propositalmente escondidas dos olhos do grande público. São fatos que supostamente confirmariam todo o seu rosário de alegações, a prova de toda a farsa que supostamente a esquerda teria enfiado nos livros de História e que passaria a limpo o Brasil, trazendo uma nova luz e uma perspectiva totalmente revisada de todo o conhecimento construído, propagado e tomado como verdade tanto pela academia como pelas pessoas comuns. No entanto, um fator interessante se coloca. Ninguém sabe apontar onde estaria essa tão importante fonte de provas que provocaria a reviravolta tão anunciada. Sempre que é feita a indagação a respeito desse ponto as respostas são sempre evasivas e sem fundamentação. Geralmente se diz que a esquerda distorceu os fatos e que construiu u...

Disputa presidencial: uma tragédia anunciada

A atual disputa presidencial denuncia o quanto somos parciais e mal formados. Prezamos certas características e desprezamos outras, e nos espelhamos em quem parece que compartilha dessas mesmas aspirações. E quando vamos para o campo político, que encaramos como um embate entre torcidas rivais, isso chega a patamares estratosféricos. Comecemos pelos candidatos com maior intenção de votos, ambos respondendo criminalmente na condição de réus. Os dois já condenados e aguardando um parecer definitivo após recorrerem das decisões judiciais. Ainda assim possuem seguidores fiéis que os apontam como mártires da moralidade e da preocupação com o bem comum. Cada ato deles é recebido como algo vindo de uma esfera sobrenatural e que não comporta nenhum tipo de contradição, sob pena de se desqualificar a pessoa que critica sob os mais variados adjetivos pejorativos. São seres além da compreensão dos humanos comuns e só aqueles que os seguem sabem verdadeiramente o verdadeiro teor de suas máxim...

O orgulho da burrice

A maioria da população possui um conhecimento limitado a respeito das coisas. Qualquer um concorda com isso. No entanto, ninguém concorda que esteja inserido dentro desta maioria. Podemos comparar esta situação com na leitura do Mito da Caverna, de Platão, que sempre lemos na crença de que somos como o prisioneiro liberto e esclarecido, e nunca como aquele que permanece na escuridão da ignorância, rejeitando quem verdadeiramente vem nos oferecer um caminho para sair da caverna das ilusões. Descartes, sabiamente disse que “o bom senso é a coisa mais bem distribuída de todas. Todos acham que a possuem em quantidade suficiente e ninguém acha que precisa obter mais”. Certamente ele deve ter dito isto com a intenção de debochar da nossa suposição de estarmos certos em tudo o que fazemos, pois dificilmente alguém acha que precise ter mais noção das coisas do que já tem. Todos querem mais dinheiro, conhecimento, reconhecimento, tudo. Menos ter mais bom senso. Este nos parece estar sempre...

Os abutres e o câncer

Os abutres estão sempre prontos esperando o animal agonizante não mais oferecer condições de reação para que possam começar a devorá-lo. Isto é válido na natureza como também nas questões políticas e sociais. A diferença é que na sociedade existem muitas espécies de abutres, cada qual com o seu modo de agir e suas táticas particulares para se aproveitar do animal moribundo. Todo momento de crise evidencia a ascensão de um ou outro grupo, mais simpático a cada tipo de desgraça ou às suas causas, oferecendo alguma solução milagrosa para os problemas em troca de apoio da população. Para arrebanhar o apoio popular é necessário criar um inimigo comum, ou pelo menos apontar um responsável pela desgraça que ali se instalou. Assim como na velha história do “bode expiatório”, na antiguidade, oferece-se a saída fácil de que aquele ser específico, ao ser imolado, carregará consigo todos os males e devolverá a paz e a tranquilidade ao grupo. Rodando o mundo vemos os imigrantes, o grupo X ou Y...

Democracia é dar voz ao outro, portanto não me agrada

Não somos fãs da democracia. Aliás, nem a conhecemos o suficiente para dela fazermos uma análise adequada e dizermos o quanto ela nos agrada ou não. Conhecemos apenas uma pequena parcela de suas atribuições, que se pauta na resolução de problemas através da votação para constatar qual é a vontade da maioria. Democracia é mais do que isso, ela é uma forma ampla de ver e viver a vida em conjunto, promovendo ampla participação e a troca construtiva entre as mais diversas vertentes e opiniões divergentes. Nossa sociedade não abre espaço de participação adequada para esse tipo de participação, mas vários setores e segmentos se apressam em dizer que essa forma de gerenciamento e condução da vida conjunta não funciona e que é preferível um poder centralizador que mantenha a ordem do que o debate exaustivo e que culmine em demasiado atendimento a interesses de outras vertentes que não as suas. Não possuímos nenhuma instituição genuinamente democrática. Família, escola, empresas, igreja ...

Narcisos Modernos

Somos obcecados pelo nosso próprio reflexo. Adoramos nos ver, nos admirar, principalmente através dos olhos alheios. O ser humano é o seu próprio assunto favorito e as redes sociais ajudam a levar isso a um extremo até então impensável. Se antes só as figuras mais proeminentes conseguiam algum tipo de destaque perante o público, hoje em dia qualquer um pode ter os seus quinze minutos de fama se fizer algo relevante no momento oportuno. Seguindo esse raciocínio, a grande massa se acotovela postando selfies de tudo o que faz e come, dos lugares onde vai e das ideias das quais compartilha, tudo na tentativa de dizer algo de si e de atrair algum tipo de atenção, mesmo que seja de críticos dos quais pretende se desvencilhar mediante os argumentos previamente estudados para tal ocasião. A vida do cidadão comum é uma constante tentativa de fugir da massa, de atrair os olhares para si, muitas vezes chegando a pontos cada vez mais ousados. Prova disso são as recorrentes manifestações de ...

Viver é caminhar no escuro

A vida não vem com um manual de instruções. Bem que gostaríamos que ela viesse, mas ela não vem. Por isso passamos boa parte de nossa existência pura e simplesmente tentando achar um sentido para direcionar as nossas forças e energias. Temos necessidade de verdades, de explicações que nos pareçam indubitáveis e confiáveis para guiar os nossos passos. No entanto, a vida parece sentir prazer em nos deixar sempre com uma certa desconfiança a respeito de tudo o que nos cerca e de todas as explicações que nos são apresentadas. Viver é caminhar no escuro, e cada explicação é uma lanterna que nos mostra uma possibilidade de sentido. Porém, cada lanterna possui uma coloração diferente e pinta o mundo que nos apresenta com nuances que não sabemos até que ponto refletem as características desse mundo ou da própria luz por ela emanada. A explicação não só desvenda a realidade, ela também a constrói a sua maneira e de acordo com a sua própria lógica. A lógica da explicação seria a mesma da rea...

Queremos companhia

As pessoas querem companhia, direta ou indiretamente. Quando falamos de nossas concepções políticas, religiosas ou o que quer que seja, queremos compará-las com as de nosso interlocutor e procurar outros que compartilhem da mesma visão de mundo que nós. Mesmo aqueles que não gostam muito da companhia alheia se sentem incomodados por existirem pessoas que pensam de maneira muito diferente da sua, ainda que não haja nenhum contato direto entre elas. A simples existência desse ser humano tão oposto já é o suficiente para causar um certo desconforto. Dizemos muitas vezes que procuramos ter a nossa própria identidade, que não nos importamos com a opinião alheia e que cada um deve seguir a sua vida como achar melhor. No entanto, não é raro perceber o quanto as pessoas se apressam a julgar o comportamento alheio e a fazerem um discurso de como seria o mundo ideal, ignorando que isso já pressupõe uma visão a respeito de como o outro deveria se comportar para que o meu mundinho fosse mais a...

Não somos especiais

Não, não somos especiais. Bem que gostaríamos de sê-lo. Toda a nossa existência e nossas relações intersubjetivas estão muito calcadas nessa pretensão. As pessoas não gostam de se imaginar como seres comuns, submetidos às leis e regras genéricas que se aplicam a todos ou, pelo menos, à maioria. Gostamos de nos sentir diferenciados, apartados da plebe, da massa e do vulgo. Geralmente buscamos justificativas explícitas ou tácitas para demonstrar que não nos confundimos com o resto e que aquilo que rege suas vidas não deve se aplicar a nós. E quando nos sentimos tendo o que quer que seja em comum com a maioria lutamos ardentemente para escapar a essa condição. Gostamos de privilégios, de estar em evidência, de receber tratamento VIP e de usufruir daquilo que a maioria não dispõe. No Brasil, principalmente, há uma cultura forte no sentido de crer que a regra só se aplica a quem não consegue de alguma forma fugir dela. As leis são para os que não podem escapar ao seu cumprimento. Nos ...

Frustração

Em tempos onde só se pode divulgar o sucesso, a frustração é um sentimento que todos querem evitar. Ela nos faz recordarmos das nossas limitações, de que não somos tão bons quanto gostaríamos e nem somos capazes de vencer tanto quanto desejamos. Ela é um lembrete constante da nossa finitude, nossa incapacidade de determos o controle total sobre aquilo que se passa em nossas vidas e à nossa volta. Nos frustramos por não obtermos tudo o que desejamos, por não vencermos todas as disputas nas quais nos envolvemos, por não obtermos o reconhecimento por aquilo que fazemos, por não termos tempo suficiente para nos dedicarmos às pessoas e às atividades que prezamos. Enfim, nos frustramos por tudo aquilo que escapa entre nossos dedos sem que sejamos capazes de segurá-lo de alguma forma. Nos culpamos mesmo tendo em mente que muitas dessas vezes não tínhamos condições de garantir o sucesso. Nos culpamos porque de alguma forma sentimos que o resultado deveria ser diferente e não conseguimos ...

Quanto mais tenho certeza, menos quero dialogar

As convicções são inimigas do diálogo. Se alguém acredita estar imbuído de razão indiscutível a respeito de algo, dificilmente se abrirá ao diálogo. O diálogo é para quem aceita a possibilidade de verdade também no discurso do outro, quem está disposto a realmente colocar as suas convicções à prova. É algo bastante paradoxal quando observado com maior proximidade: quanto mais óbvia parece uma verdade a alguém, menos essa pessoa está disposta a defendê-la dentro de um debate aberto, alegando que seu ponto de vista é tão nítido e claro, portanto incabível de discutir. E quem o contraria certamente renunciou à razão ou está agindo de maneira mal intencionada. Ou seja, o argumento se volta para desqualificar o oponente e não as suas ideias. O outro vira inimigo e indigno de crédito a partir do momento em que discorda em algo considerado relevante. As pessoas confundem debate com bate-boca. Troca de argumentos, com troca de ofensas. Como se a verdade pudesse ser imposta por meio da fo...

Vício

Não nos viciamos apenas em drogas, jogos ou pessoas. Viciamos também em sensações. Principalmente em sensações. As sensações nos remetem a um sentimento de plenitude e satisfação, ou pelo menos afastam o mal estar, e isso por si só já nos causa um certo anestesiamento, um alívio para o desconforto de viver. Vício é tudo aquilo que não conseguimos deixar de fazer. O grande triunfo do vício é nos tirar a autonomia, a nossa capacidade de agir de acordo com nossas próprias escolhas, conscientemente. Para além dos diversos males que cada vício pode causar, este é o primeiro e o principal deles. Ele tira a nossa dignidade, nossa capacidade de agir conforme aquilo que conscientemente definimos para nós. Faz com que nos tornemos autômatos, agentes que só se direcionam com o intuito de sanar aquilo que o vício nos impõe. Vai minando pouco a pouco a nossa capacidade de decidir, e nos tornamos subalternos, incapazes de ter vontade própria. A busca daquela sensação primeira, aquela que nos t...

Onde há um motivo, tudo passa a ser permitido

A política e a religião evidenciam algumas das piores facetas do ser humano. A justificativa para viver e uma verdade indubitável na qual se amparar também acabam por definir bons motivos para matar e outros tantos para se desmerecer e hostilizar o outro. A convicção de pertencer ao lado correto, o lado do bem, o verdadeiro, tranqüiliza a mente das pessoas para as maiores barbaridades. O homem geralmente não tem medo de praticar atrocidades, ele tem medo é da consciência pesada. Havendo um bom motivo, a consciência se apascenta e ele é capaz de conviver consigo mesmo independentemente dos atos praticados. Desde os homens-bomba aos nazistas, dos supremacistas raciais aos paladinos da liberdade em geral, sejam eles de direita ou esquerda, em todos os casos o que se percebe claramente é a ilusão de verdade. Aquela ilusão que a tudo justifica, que transforma a maldade em justa motivação. Qualquer ato encontra algum tipo de justificação que se julga coerente. Obviamente existem inúmer...

Zona de Conforto e Zona de Risco

Abandonar a zona de conforto virou um grande jargão ultimamente, utilizado em larga escala tanto no sentido profissional quanto no pessoal. Todos os gurus, coaches e conselheiros em geral, de qualquer especialidade, recomendam. O discurso já está tão introjetado nas pessoas que ninguém mais parece discordar que isso seja algo positivo e que auxilia as pessoas a se tornarem melhores no que quer que seja. No entanto, o efetivo exercício de sair dessa zona que nos parece tão cara, por mais que a ela sempre nos refiramos negativamente, é algo bem mais complicado do que pode aparentar a princípio. A zona de conforto é a nossa área de segurança, o conhecido, onde estamos estabelecidos e nos sentimos de certa forma no controle. Não significa que seja algo que nos faça bem ou que gostemos de estar nela, mas sim uma situação onde podemos prever os eventos, mesmo que negativos. E deter um certo grau de compreensão a respeito daquilo que se refere a nós e ao nosso mundo nos é muito agradável,...

O animal e a linguagem

Aristóteles definiu o ser humano como um animal racional e dotado de linguagem. A questão de ser racional já foi amplamente explorada e mesmo utilizada para colocar a nossa espécie como superior ao resto dos animais, mas o segundo aspecto da definição aristotélica ainda é pouco considerado e não goza do mesmo grau de importância atribuído ao primeiro. Para o filósofo, a linguagem permite aos homens deliberar sobre o certo e o errado, o justo e o injusto. Desta forma, a linguagem permitiria aos seres racionais trocarem percepções entre si e construírem juntos um mundo comum que pudesse trazer o convívio harmônico e, com isso, a sociedade ideal. Infelizmente esse fator tão preponderante no ser humano não foi tratado com toda a seriedade com que se tratou a racionalidade durante todo o nosso progresso histórico. Se a racionalidade, aliada à técnica, construiu maravilhas e mesmo aberrações que ao mesmo tempo nos enchem de admiração e temor, com a linguagem parece que ainda estamos enga...

Rodrigo Hilbert e o macho vitimista

Refletir, tarefa difícil

Nossos pensamentos nos vêm à mente mesmo sem nos darmos conta deles. Por isso, quando se trata de pensar de maneira crítica sobre as coisas, principalmente nos dias tão conturbados em que vivemos, achamos que rapidamente seremos capazes de encontrar uma saída fácil e rápida para aquilo que nos aflige. Engano. A reflexão exige um desdobramento que nem todos se encorajam realmente a fazer. Questionar é enfrentar problemas, desenterrar fantasmas e encarar nossas próprias limitações. O homem não reflete por prazer e sim para solucionar questões que o afligem, por isso a atitude reflexiva apesar de parecer algo simples, nos causa tanto desconforto e a maioria prefere não fazê-la constantemente. Alguns a evitam a qualquer custo. Quem se dedica a essa atividade seja por hobby ou profissão é considerado um sobre-humano ou alguém com algum tipo de problema. Desta forma, rapidamente vemos que as pessoas tendem a aceitar soluções “mágicas” oferecidas por qualquer oportunista em vez de assum...

A teoria da evolução e o nosso orgulho ferido

Charles Darwin deu um verdadeiro tiro no nosso orgulho ao propor a teoria da evolução das espécies. Pensar que não possuímos uma origem divina ou totalmente separada do resto dos animais que habitam este planeta nos incomoda imensamente. Não queremos nos comparar com o resto dos seres com quem convivemos, a não ser para confirmar a nossa superioridade. A modernidade através de Descartes cunhou o termo “ser racional” para definir o ser humano, substituindo o termo aristotélico “animal racional”, que já conferia a nós uma certa diferenciação em relação aos outros animais, mas ainda nos conservando entre eles. A palavra SER nos coloca num degrau mais elevado, faz parecer que quando se fala do ser humano não nos referimos a nenhum animal como os outros, mas de uma entidade imaterial. Algo que possui um corpo parecido com os demais, no entanto sua verdadeira essência está em algo mais elevado, em sua alma, sua intelectualidade etérea e inacessível ao restante das espécies do planeta. ...

Sobre mitos e super-heróis

Ser alguém comum nos incomoda imensamente. Sentimos necessidade de nos sentirmos especiais e gostaríamos que os outros assim também nos vissem. Nos diluir na multidão parece ser sinônimo de aniquilação da nossa individualidade. Um duro golpe no nosso ego sempre oscilante e carente de autoafirmação. Esta talvez seja uma das explicações para o sucesso das histórias de super-heróis desde a antiguidade. Assim como um jovem grego qualquer deveria sonhar com a possibilidade de acordar um belo dia e descobrir-se filho de um deus e que todas as suas angústias perante o mundo e sua falta de adequação ao que o cercava se devia justamente a sua estirpe elevada, sua meia-parte divina e, portanto, superior ao resto dos reles mortais dos quais ele se envergonhava de certa forma, mas que a partir de então seria motivo de inveja alheia e de admiração de todos aqueles que antes o olhavam com ar de repreensão, também os jovens atuais parecem sonhar com o dia em que se perceberão superiores e de algu...

Tédio versus Admiração

A raiz do tédio é o enfado. Começa a entediar-se aquele para quem a vida se tornou óbvia, sem brilho e nem mistérios. Num mundo com tantas explicações e facilidades isso parece cada vez mais fácil de acontecer, as pessoas perdem o interesse por tudo com grande rapidez. A vida, as coisas, os relacionamentos, tudo se assemelha a um chiclete que em pouco tempo perde o açúcar e nos deixa com a sensação de estar mastigando uma borracha sem gosto para a qual logo procuramos um lugar para descartar. A vida cada vez mais restrita e mesquinha favorece demais este sentimento tão prejudicial ao nosso desenvolvimento pessoal, social e mesmo cognitivo. Pessoal porque ao reduzir o mundo a um conjunto fechado de explicações e possibilidades não nos esforçamos para tornar a vida algo mais do que aquilo que ela nos apresenta, a transcender o que nos é dado e permanecemos na mesmice. Depois culpamos a existência pela nossa falta de iniciativa. Social porque impede que invistamos nas relações de mane...