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Mostrando postagens com o rótulo preconceito

A menoridade das minorias

Ultimamente a união dos grupos chamados de “minorias” colocou em pauta a discussão de diversos temas que até então sistematicamente eram varridos para debaixo do tapete. As redes sociais e as novas formas de divulgação de informações e trocas de ideias facilitaram e muito a mobilização desses grupos para reivindicar os seus direitos, discutirem seus pontos de vista, apoiarem-se mutuamente fazer pressão social para serem vistos, ouvidos e atendidos. Alguns grupos já conseguiram grandes avanços, outros ainda carecem de uma representatividade mais efetiva para mobilizar maiores camadas da população. Essa capacidade de aglutinação esbarra em preconceitos existentes entre os grupos minoritários, que muitas vezes reivindicam direitos para si, mas ainda não reconhece os dos outros grupos. Vemos muitas vezes negros criticando o racismo e sendo coniventes com o machismo, mulheres enaltecendo o feminismo e o empoderamento feminino sem nenhuma sensibilização com as questões indígenas ou dos g...

O preconceito no vocabulário

O preconceito não é algo novo e nem podemos conviver totalmente sem ele. Sempre estamos a rotular situações e pessoas com base em pressupostos que nos permitem identificar rapidamente, mas que ao mesmo nos afastam de um a experiência própria a respeito de um determinado tema. O preconceito se encontra em toda parte, e quando ele se apossa de certos setores como a nossa linguagem, ele passa a influenciar nossa forma de pensar e lidar com determinadas situações e, consequentemente, justifica uma criação preconceituosa de juízos de verdade e de valor por meio de termos corriqueiros, com ares de comentários espontâneos sobre um tema específico, não nos deixando perceber as visões pré-concebidas que fundamentam tais afirmações. Exemplos dessa contaminação da linguagem cotidiana pelo preconceito são os termos como os que se usam para dizer que alguém é muito esfomeado: “você parece que veio do Ceará”, dando a entender que as pessoas que habitam esse local são todas privadas de alimentos e se...

Por que o diferente incomoda?

Vivemos em um mundo globalizado, nitidamente multicultural, multifacetado, onde diversas perspectivas e visões de mundo interagem o tempo todo. Convivemos o tempo todo com pessoas que possuem gostos, preferências, ideias, visões de mundo muito diferentes das nossas e muitas vezes até batemos no peito para enfatizar a “beleza” dessa diferença entre as pessoas. Mas será que esse discurso de exaltação da diferença é mesmo genuíno? A diferença é para nós o tempero que deixa a vida mais saborosa ou aquilo que justamente amarga as nossas bocas e nos tira o bom humor? Quando se pensa nas intermináveis guerras de torcida, acusações entre as igrejas e seus membros sobre qual seria a “mais verdadeira”, a que não “serve ao inimigo”, e outras alegações afins, nos partidos políticos que não se entendem e elevam suas divergências para além do bem da população pela qual deveriam zelar, além de outros tipos de preconceitos quanto ao gosto musical, estilo de se vestir, classe social, cor de pele, orie...