É só ligarmos o televisor em qualquer canal e sempre nos deparamos com o mesmo tipo de cena: a maior parte do noticiário é composta por notícias negativas e são exploradas de forma exaustiva casos em que crimes foram cometidos com extrema crueldade. E não podemos reclamar só da ênfase dada pelos noticiários a esse tipo de notícia, pois se elas veiculam com mais frequência certamente é porque atraem mais a atenção do telespectador do que outras menos graves ou contundentes. Ao mesmo tempo em que chocam, esses crimes causam um grande fascínio sobre o público em geral, uma espécie de aberração que, apesar de tudo, parece tão fascinantemente humano que nos levam a questionar até que ponto nós também não estamos sujeitos a esse mesmo tipo de comportamento. Talvez o que mais choque nesses casos é perceber que eles foram cometidos por gente comum, que poderia ser algum vizinho nosso, um parente, um companheiro, um filho, um pai ou nós mesmos. Nada de substancial parece nos separar dos crimi...
Comentários sobre temas cotidianos, não propriamente sob o ponto de vista filosófico, mas sob um viés mais crítico e reflexivo.