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Controle emocional e autoconhecimento

Por que temos tanta dificuldade em lidar com os nossos sentimentos e emoções? Por que mesmo depois de tantas descobertas a respeito daquilo que nos rodeia ainda possuímos tanto distanciamento daquilo que se refere ao nosso ser mais íntimo? Somos estranhos dentro da nossa própria casa, lidamos com nosso corpo e mente como se eles nos fossem alheios. Mergulhar para dentro de si é lançar-se ao encontro de muitas coisas que não queremos encarar. Nos acostumamos ao fingimento constante, muitas máscaras que nos oferecem uma suposta segurança e nos afastam do angustiante encontro com o nosso Eu mais profundo, aquele que nos encanta menos do que nos aterroriza, nos desvela e faz com que percebamos a nossa profunda solidão e o quanto o limiar da sanidade e da loucura, da razão e da bestialidade, da bondade e da atrocidade nada mais é que uma fina linha que pode se romper com um leve sopro no seu ponto mais frágil. No fundo dessa camada superficial que sustenta a nossa personalidade social...

O mundo ficou chato? Reflexões sobre o politicamente correto e o mimimi

Apresentação de Café Filosófico

Café Filosófico

Preconceito - Vídeo 01 - Gênero

Palestra dia 18/08/2016

A menoridade das minorias

Ultimamente a união dos grupos chamados de “minorias” colocou em pauta a discussão de diversos temas que até então sistematicamente eram varridos para debaixo do tapete. As redes sociais e as novas formas de divulgação de informações e trocas de ideias facilitaram e muito a mobilização desses grupos para reivindicar os seus direitos, discutirem seus pontos de vista, apoiarem-se mutuamente fazer pressão social para serem vistos, ouvidos e atendidos. Alguns grupos já conseguiram grandes avanços, outros ainda carecem de uma representatividade mais efetiva para mobilizar maiores camadas da população. Essa capacidade de aglutinação esbarra em preconceitos existentes entre os grupos minoritários, que muitas vezes reivindicam direitos para si, mas ainda não reconhece os dos outros grupos. Vemos muitas vezes negros criticando o racismo e sendo coniventes com o machismo, mulheres enaltecendo o feminismo e o empoderamento feminino sem nenhuma sensibilização com as questões indígenas ou dos g...

Queremos igualdade?

Não queremos igualdade, ela nos incomoda. Os discursos a favor da igualdade são feitos sempre por aqueles que estão por baixo, que detêm menos poder que os outros. Os que se encontram em alguma posição de destaque ou socialmente superiores aos outros dificilmente cedem a esse discurso. As pessoas querem se diferenciar umas das outras, possuir algo que as afastem da multidão, que as tornem únicas. O que mais as incomoda é a sensação de se diluir na massa uniforme e não encontrarem nada em si que as faça se sentirem superiores aos outros. Por isso a moda da “ostentação” ganha tanta força: as pessoas querem mostrar que possuem coisas, amigos melhores que os dos outros, que frequentam os lugares mais desejados, possuem uma vida digna de se inspirar inveja, que são um monumento de poder rodeado de “recalque” por todos os lados... Pertencem ao povão, mas abominam qualquer manifestação que as identifiquem ou as aproximem da plebe. Nesse sentido podemos notar como a democracia também é u...